Publicado por: Cintia Perozza em: Março 21, 2007
Falar sobre hipertexto e cibercultura na era da tecnologia digital equivale a abordar questões ainda desconhecidas para muitos, andar por caminhos pouco explorados e, arriscar-se a relacionar essas questões com as teorias literárias.
O ciberespaço pode ser considerado como uma virtualização da realidade, uma migração do mundo real para um mundo de interações virtuais. A desterritorialização, saída do “agora” e do “isto” é uma das vias régias da virtualização, por transformar a coerção do tempo e do espaço em uma variável contingente. Esta migração em direção à uma nova espaço-temporalidade estabelece uma realidade social virtual, que, aparentemente, mantendo as mesmas estruturas da sociedade real, não possui, necessariamente, correspondência total com esta, possuindo seus próprios códigos e estruturas.
Você já imaginou poder viver outra realidade?
E se você pudesse escolher entre estar preso a uma realidade ou poder entrar em contato com um universo paralelo de comunicação, o que você escolheria?

Em Matrix, vemos retratado um mundo em que as máquinas tomaram o controle da terra. O telespectador é convidado a passar para o outro lado da tela. O filme mostra de forma fantasiosa e potencializada o ciberespaço. A tecnologia que cria o mundo digital permite as pessoas serem o que quiserem, do jeito que imaginem e possibilita que elas exponham suas idéias, os humanos, aprisionados, vivem uma simulação do ideal de vida totalmente criada por um computador. Conectados à Matrix, eles passam a ter superpoderes e a agir livremente no mundo virtual.
Veja o vídeo
Afastando-se um pouco da hiperficção, há exemplos hipertextuais relacionados a redes comunicacionais como o orkut, que constitui uma comunidade virtual que reúne milhões de usuários.

O mais novo exemplo de Cibercultura é o youtube, onde você pode assistir diversos vídeos, é só procurar. Você pode assistir o clipe da sua banda preferida, ou até mesmo ver o flagra de algum artista famoso na praia.
Com apenas um click, navegamos por um mundo totalmente diferente, onde tudo é acessível.